domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos pais

Primeiro dia dos pais sem o meu... 
Eu reconheço que não dava muita importância pra ele, ou dava mas não sabia como demonstrar. Muitos dias como este se passaram sem que eu sequer tenha lhe dado um beijo e um parabéns. Foi um erro, e é aquilo que nós já sabemos: só se dá importância a algo depois que o perdemos.
Mesmo assim ainda sinto ele aqui comigo, me observando e me guiando como sempre fez em vida.
Lembro de tudo que meu pai me ensinou. Tantas vezes com aquelas conversas sobre a Maçonaria, o Cristianismo, as Profecias Maias, Deus, o Homem, o Amor, e outros assuntos mais simples. Tantas vezes com poucas palavras ele me mostrava a beleza da vida. Por causa dos assuntos de vidas passadas, só criamos uma amizade quando eu tinha 12 anos... Foram 11 anos perdidos que, se eu pudesse, voltaria e os transformaria. Nós dois sabíamos que já batalhamos muito um contra o outro, e como aliados. Talvez por isso tenhamos vindo nessa passagem como pai e filho. Para aprendermos com nossas diferenças. Aprender a tolerar e a amar, e viver intensamente.
Eu não perdi o meu pai. Até por que ninguém perde ninguém, já que ninguém pertence a ninguém. E a alma, imortal e suprema, sobrevive em outro plano e a pessoa amada vive, enquanto houver lembrança dela, mesmo que não a vejamos.
Não, eu não perdi um pai. Ele me foi arrancado sem aviso!
Eu perdi um amigo. Perdi meu mestre. Perdi um irmão, um médico, um advogado.
Perdi meu chão, meu mundo, meu tudo.
E isso só para me fazer crescer. O preço da maturidade é muito caro.
DEP, Björn Johnny Ottesen Junior. S'agapo


Um comentário:

Zombie Boy disse...

Pior é quando se tem pai e este naum te dá carinhu...